Todos nós amamos Dragon Ball Z, o que temos que aceitar, mas se você fosse assistir novamente à série original hoje, provavelmente perderia a paciência. Entre os cinco minutos de gritos para se transformar em Super Saiyajin, os olhares intermináveis em Namek e episódios inteiros em que não acontecia absolutamente nada, o ritmo era, para ser gentil, enlouquecedor.
- Por que criaram Dragon Ball Kai (O problema dos anos 90)?
- Z vs. Kai: a grande diferença (além do óbvio)
- O elefante na sala: é canônico?
- Express (But Lethal) Summary: Capítulos 1 a 167
- 1. Saga do Saiyajin (Episódios 1 - 16)
- 2. saga do freezer (Episódios 17 - 54)
- 3. Saga dos Androides e Cell (Episódios 55 - 98)
- 4. Os capítulos finais: Saga Majin Buu (Episódios 99 - 167)
- 5 curiosidades de Dragon Ball Kai que farão você se sentir como um Namekiano
É um remake? É uma remasterização barata? Ou é a maneira definitiva que Akira Toriyama queria que consumíssemos sua obra-prima?
Dragon Ball Kai é uma versão remasterizada e relançada de Dragon Ball Z, lançada em 2009 para comemorar o 20º aniversário da franquia. Seu principal objetivo era remover todo o conteúdo original “filler” (cenas e capítulos que não existiam no mangá) para oferecer uma experiência mais rápida, fiel ao trabalho impresso de Akira Toriyama e em alta definição (HD). Agora vamos desmontar essa fera, peça por peça.
Por que criaram Dragon Ball Kai (O problema dos anos 90)?
Na década de 1990, a Anime Dragon Ball Z foi transmitido quase ao mesmo tempo em que Akira Toriyama desenhava o mangá. Isso criou um grande problema: O anime estava alcançando o mangá muito rapidamente.
Para evitar a interrupção da série, a Toei Animation recorreu à arte sagrada do filler. Lembram-se de Goku e Piccolo tentando obter uma carteira de motorista? Pura comédia de ouro, sim. Isso acrescentou algo à saga do Android? Absolutamente nada.
Em 2009, com a tecnologia HD dominando o mercado e uma nova geração de fãs à porta, a Toei decidiu limpar a casa. Eles pegaram os negativos originais de 16 mm de DBZ, escanearam-nos em HD, limparam os danos causados pelo tempo, gravaram novos diálogos com os dubladores originais (os que ainda estavam vivos, é claro) e pegaram a tesoura. Dos 291 episódios originais de Z, Kai reduziu a história de Freezer e Cell para eficientes 98 capítulos.


Z vs. Kai: a grande diferença (além do óbvio)
Se você acha que a única diferença é que ele parece “mais bonito”, está perdendo metade do filme. A experiência visual e sonora muda drasticamente.
| Recurso | Dragon Ball Z (Original) | Dragon Ball Kai (remasterização) |
| Episódios (Total) | 291 episódios | 167 episódios (incluindo The Final Chapters) |
| Relação de aspecto | 4:3 (formato antigo de TV) | 4:3 (original) e 16:9 (cortado para a TV moderna) |
| Fidelidade ao mangá | Baixo-Médio (muito material original da Toei) | Alto (Segue o ritmo do mangá, ponto a ponto) |
| Sangue e censura | Alta violência gráfica e sangue visível | Censura moderada (menos sangue, ferimentos disfarçados) |
| Desempenho de voz | Clássico (às vezes apressado) | Regravado (mais limpo, mas sem algumas vozes falecidas) |
O escândalo musical de Kenji Yamamoto
Aí vem a parte boa. A trilha sonora original de Kai foi composta por Kenji Yamamoto e era épica... até que alguém na Internet notou algo obscuro. Yamamoto vinha plagiando descaradamente músicas de bandas de rock ocidentais há anos. (como Pink Floyd e Stratovarius) e até mesmo filmes de Hollywood.
A Toei Animation entrou em pânico, demitiu Yamamoto em meados de 2011 e substituiu urgentemente todas as faixas de Kai pela trilha sonora clássica de Shunsuke Kikuchi (o compositor de Z). Se você assistir Kai hoje nas plataformas oficiais, ouvirá a música dos anos 90 colada sobre a imagem HD. Um desastre de produção fascinante.
O elefante na sala: é canônico?
A resposta é curta e direta: Sim, Dragon Ball Kai é a versão animada mais canônica de Dragon Ball Z.
No mundo do anime, “cânone” significa que a história pertence ao universo oficial criado pelo autor original. Como Kai removeu o filler da Toei (como o falso planeta Namek ou o arco de Garlick Jr.) para se ater religiosamente ao mangá de Akira Toriyama, é a experiência definitiva para os puristas da história. Se Toriyama não o desenhou no papel, Kai o apagou do mapa.
Express (But Lethal) Summary: Capítulos 1 a 167
Entrar em 167 capítulos pode ser preguiçoso. Aqui está a anatomia da série condensada. (Observação: Kai foi dividido em duas partes. A primeira cobriu até Cell. Anos depois, lançaram “The Final Chapters” para cobrir a saga Majin Buu).
1. Saga do Saiyajin (Episódios 1 - 16)
Raditz aterrissa na Terra, arruína a paz e ficamos sabendo que Goku é um alienígena. Goku morre (pela primeira vez), treina com Kaiosama e é ressuscitado bem a tempo de enfrentar Nappa e um príncipe Saiyan arrogante chamado Vegeta. A luta entre Goku e Vegeta continua sendo um dos pontos mais altos da franquia. Pura brutalidade, sem nenhum enchimento.
2. saga do freezer (Episódios 17 - 54)
Destino: Namek. Krilin, Gohan e Bulma vão em busca das esferas do dragão originais, mas se deparam com o tirano galáctico Freezer. Kai brilha aqui de forma espetacular - aquela infame batalha Goku vs. Freezer que durou 19 episódios e horas de televisão nos anos 90? Kai a reduz ao que realmente foi: uma luta frenética, violenta e direta ao ponto, culminando na lendária primeira transformação do Super Saiyajin.
3. Saga dos Androides e Cell (Episódios 55 - 98)
Trunks do futuro chega avisando sobre uma ameaça robótica. Conhecemos os Androides 17 e 18, mas o verdadeiro terror é Cell, um bio-androide que absorve pessoas para atingir sua forma perfeita. Essa saga é notável pelo desenvolvimento de Gohan, que finalmente libera seu poder oculto (Super Saiyajin 2) para destruir Cell. Foi aqui que o Kai original terminou em 2011.
4. Os capítulos finais: Saga Majin Buu (Episódios 99 - 167)
Lançado em 2014. 7 anos se passaram. Gohan vai para o ensino médio, Goku está morto (novamente), mas volta por um dia, e um feiticeiro maligno revive uma goma de mascar demoníaca gigante chamada Majin Buu. Embora essa parte do Kai tenha tentado reduzir a quantidade de material de preenchimento, a saga de Buu era caótica até mesmo no mangá, por isso o ritmo aqui é um pouco mais denso. Terminamos com o épico Genkidama Universal e a despedida de Goku.
5 curiosidades de Dragon Ball Kai que farão você se sentir como um Namekiano
O mistério do “Kai”: A palavra “Kai” (改) em japonês significa literalmente “Atualizado”, “Modificado” ou “Alterado”. Nunca foi um nome escolhido aleatoriamente.
Cores radioativas: Alguns fãs odiaram Kai no início porque, quando a filmagem foi digitalizada, as cores eram extremamente saturadas. O amarelo do Super Saiyajin quase queimava as retinas em comparação com o tom pastel dos anos 90.
Sr. Satanás, o sobrevivente: Apesar de ter cortado o filler, Kai deixou quase todas as cenas cômicas de Mr. Satan durante o Torneio Cell intactas. A Toei sabia que sua comédia era intocável.
Sangue verde: Em algumas transmissões internacionais (especialmente no Nicktoons), Kai foi hipercensurado. Eles transformaram o sangue em suor ou mudaram a cor para verde ou preto para evitar que fosse gráfico.
A Abertura Imortal: Dragon Soul, o tema de abertura de Kai, tornou-se um sucesso instantâneo, com muitos fãs aceitando a mudança graças à adrenalina que ela proporcionava antes de cada episódio.
Imagem: Geekine





